O joão-bobo mede cerca de 18 centímetros. A cabeça é grande em relação ao corpo, com os tons negros e cinza amarronzados fazem forte contraste as áreas brancas ao redor do olho e bico, de cor avermelhada. A coleira branca da nuca liga-se ao tom cinza claro das partes inferiores, em contraste com o dorso amarronzado. A cauda é longa e fina, com uma série de listras finas mais escuras. Pousado, quase não se vê os pequenos pés. Íris amarelada.
Habita bordas de matas secas, capoeiras, matas de galeria, campos semeados de árvores, cerrado, caatinga, campos de cultura ( cafezais, etc.); ao lado de estrada de ferro, pousando sobre fios elétricos, ruas arborizadas, beira de estradas e parques. Em muitos lugares é comum. Nos locais habitados, usa fios para se empoleirar. Evita entrar nas formações fechadas. Quando fica nervoso ou assustado movimentam a cauda com lentas oscilações laterais e também movimentos circulares; parando a cauda às vezes fora do eixo, provocando um aspecto estranho; imobiliza-se obliquamente quando assustado. Quando apanhado vivo, finge-se de morto para fugir inesperadamente. Vive periodicamente em pequenos grupos, que constituem aparentemente famílias ( pais com filhotões ); pernoitam pousados em galhos, encostando um no outro. Voz: Estrofe trissilábica, trêmula e descendente, macho e fêmea respondem-se mutuamente, “türu türu türu ( fevereiro ); seqüência prolongada e descendente morrendo terminalmente, “türu…..” ( canto ), emitido em todas as horas do dia mas mais eloqüentemente após o pôr-do-sol até o anoitecer, quando toda a população local participa da cantoria; “rr-rr-rr” ( advertência ).
Ocorre do alto rio Madeira (Amazonas, Maranhão, Nordeste do Brasil e leste do Peru) ao Rio Grande do Sul, Paraguai, Bolívia e Argentina ( Missiones ). No sul aparentemente migratório. Status de conservação: LC ( IUCN ).